Arquivo de Setembro, 2010

Goog journalism will thrive, whatever the format.

“The implicit assumption behind this charge is that the only way for journalism to thrive is by squirting its inked output on to processed wood pulp. That was true once, but it isn’t now. Print is just one way of publishing the fruits of journalists’ labours; the web is another; iPhone apps are a third. And there may be more to come as the internet continues to work its disruptive magic. So any intelligent discussion about the future needs to make the distinction between a particular format (print) and the function (journalism) that society needs to nurture. And it’s the function that really matters.

John Naughton, The Observer

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Serviço público.

“É um facto que o conteúdo dos media reflecte, no que se refere às questões políticas e económicas estruturantes, o pensamento e os interesses dos grupos proprietários porque é assim a natureza das coisas. Isto significa que esses media dão, em determinadas circunstâncias, uma perspectiva enviesada ou parcial da realidade.

Embora com percursos diversos e em tempos diferentes, foram sendo desenvolvidos, na segunda metade do século XX, na Europa, no Canadá e no Japão, conceitos de grupos de media de propriedade pública que garantem aos cidadãos uma informação independente e pluralista. São os serviços públicos de rádio e de televisão.

Serviços públicos porque são propriedade pública e não porque difundam informação de utilidade pública, como a meteorologia ou as datas das vacinas da gripe. Esta visão redutora e anedótica do serviço público está, aliás, na origem da peregrina ideia de entregar os «conteúdos do serviço público» a empresas privadas.”

João Alferes Gonçalves, A privatização da RTP e o vírus da herpes

O jornalismo “preguiçoso”.

“Assim, não dá para dizer que a preguiça tomou conta das redações e nem que os jornalistas trocaram as ruas pelo monitoramento de blogs, twitters, chats, fóruns e comunidades virtuais na web. Hoje, o ritmo de trabalho num jornal ou site de notícias tornou-se frenético e é justamente aí que está o problema.

Com redações cortadas até o osso, resta pouco ou nenhum tempo para a contextualização e os repórteres se concentram apenas nos eventos que garantem grandes audiências, como crimes, corrupção, tragédias e escândalos. São obrigados a pular de escândalo para escândalo e os problemas que realmente interessam à população como saúde, educação, segurança e transporte perdem relevância na pauta em favor da cobertura da luta pelo poder.

Não dá para cobrar dos jornalistas e das redações uma performance igual à dos tempos pré-internet porque a realidade mudou. Mas os leitores podem, sim, exigir uma adequação aos novos tempos e às novas necessidades informativas da sociedade.”

Por Carlos Castilho @ Observatório da Imprensa

10 anos de CC.

Ciências da Comunicação da UP: Uma década a comunicar

“O curso de Ciências da Comunicação celebra uma década de existência. No dia do início do ano lectivo, o JPN deixa um olhar sobre a evolução da licenciatura e espreita o seu futuro.”

Reportagem de Ana Mendes e Isabel Pereira. Para ler no JPN (e ouvir e ver aqui).

Ciberjornalismo.com

Um apanhado de coisas interessantes publicadas/publicitadas no Ponto Media, do professor António Granado, neste Verão. Por uma ordem aleatória. Quase tudo dentro da categoria “Ensino do Jornalismo”.

A few lessons learned from teaching online journalism. (Mark Berkey-Gerard)

“In order to understand how journalism works in a digital age, a course on interactive news has to be participatory, conversational and collaborative.”

“Despite growing up with the Internet, some of my students navigate the web like they watch TV; they surf and consume. Or they only know how to participate within a defined structure like Facebook.”

“Teaching students to recognize, report and tell a compelling story is a real challenge, but that seems like a central goal of journalism education.”

Journalism graduates, you may be inexperienced but you have momentum on your side. (Dave Lee)

“Think of all the people you have ever worked or drank with. Check in with your tutors – many know what the local industry landscape is like through social connections – and make everyone you know on earth fully aware that you are a journalist looking for work.”

“Fill your days with productive activity. There’s only so much time per day you can devote to job-searching – so apply yourself during your down time to equip yourself with even more knowledge.”

“Until then, though, prepare to feel useless, depressed and deflated. It’s an unrelenting test of your resolve, and many around you won’t make it. But consider it a quality control mechanism.”

The new journalism grad requirements. (Deb Wenger/Crystal Lauderdale)

““Graduates need more than a degree,” Lauderdale says.  “They need  technical ability, internship experience, clips on a portfolio site, a non-academic reference and a love of storytelling.””

10 Ways to Develop Expository Writing Skills With The New York Times. (Holly Epstein Ojalvo)

(…)

Some tips on landing your next job in digital journalism. (Steve Buttry)

“Connect and network with people you admire in the business, even if  you’re happy with your current job. You never know when someone might be in a position to hire or recommend you.”

“Develop a strong digital profile.”

“Hyperlink your résumé [and] Customize your résumé. Since you’re sending out a digital résumé anyway, consider each time how you might be able to customize it to that organization.”

“Take the time to check how your prospective boss spells his or her name.”

Skills needed by today’s journalists.

“One skill I would definitely add, for a new ninth item, is interviewing. This goes hand in glove with 3, 6, and 7. In listening to raw audio of student journalists’ interviews, I hear that they often ask terrible questions, fail to listen attentively, miss many opportunities for follow-up questions, and sometimes flat-out fail to ask the most necessary questions. Interviewing does not come naturally like breathing, and I think we’re neglecting it as a skill to be honed in many of our classes. Yes, we teach about interviewing — but how many journalism educators actually listen to their students conducting a one-on-one interview?”

Teaching Online Journalism Blog

Se isto é um homem.

“Porque aquele olhar não aconteceu entre dois homens; e, se soubesse explicar a fundo a natureza daquele olhar, trocado como através da parede de vidro de um aquário entre dois seres que habitam meios diferentes, também saberia explicar a essência da grande loucura da terceira Alemanha.”

Primo Levi, Se Isto É Um Homem

Se um dia fizer uma lista de livros que todas as pessoas deveriam ler, este com certeza estará no top 5.