O jornalismo “preguiçoso”.

“Assim, não dá para dizer que a preguiça tomou conta das redações e nem que os jornalistas trocaram as ruas pelo monitoramento de blogs, twitters, chats, fóruns e comunidades virtuais na web. Hoje, o ritmo de trabalho num jornal ou site de notícias tornou-se frenético e é justamente aí que está o problema.

Com redações cortadas até o osso, resta pouco ou nenhum tempo para a contextualização e os repórteres se concentram apenas nos eventos que garantem grandes audiências, como crimes, corrupção, tragédias e escândalos. São obrigados a pular de escândalo para escândalo e os problemas que realmente interessam à população como saúde, educação, segurança e transporte perdem relevância na pauta em favor da cobertura da luta pelo poder.

Não dá para cobrar dos jornalistas e das redações uma performance igual à dos tempos pré-internet porque a realidade mudou. Mas os leitores podem, sim, exigir uma adequação aos novos tempos e às novas necessidades informativas da sociedade.”

Por Carlos Castilho @ Observatório da Imprensa

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